Questões Sexuais

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O material apresentado é um "fragmento" elucidativo das pesquisas acumuladas
pelo autor durante 25 anos de exercício da Psicanálise.

Masturbação masculina & tabús.

O homem que se masturba fica impotente ?
Não. Este tabú é absurdo, pois impotente é o homem que não tem resposta sexual.
Se ele obtém um orgasmo por masturbação é evidente que ele não é, nem virá, a ser impotente.

Se o homem se masturba, o pênis não cresce ?
Não. O crescimento do pênis é determinado por fatores constitucionais que não têm nenhum vínculo com as atividades masturbatórias.
A fase de maior crescimento do pênis é na puberdade que, é justamente onde o homem entra na atividade mastubatória.
Este tipo de mensagem, tinha por finalidade evitar que o jovem se masturbasse.

O jovem que se masturba terá problemas de: pele, pulmões, crescimento, etc.
Não. Estas mensagens são falsas. Foram criadas com o sentido de inibir a sexualidade do jovem.

Masturbação, normalidade X anormalidade.

Muitas questões giram em torno, do tema masturbação, todas buscando o sentido de normalidade ou anormalidade.
Podemos afirmar que a masturbação é uma atividade sexual natural.
Ela é parte integrante do desenvolvimento natural da criança, é uma forma natural de aprendizado sexual, de conhecimento e descoberta da própria sexualidade.
Portanto, nestas condições é normal.
No jovem, a masturbação aparece como a primeira forma de exercício da sexualidade.
Aparece como uma forma de expressão do impulso sexual. Como uma maneira de conhecimento do próprio corpo. Como o primeiro passo da busca de identidade sexual.
Portanto, nestas condições, pode ser considerada normal.
No adulto, a masturbação aparece quando existe impossibilidade de exercer a sexualidade a dois.
Quando homem ou mulher, tem o impulso sexual solicitando satisfação, a masturbação é um recurso natural.
Nestas condições ela pode ser considerada normal.
A masturbação só não é normal quando ela é a única forma de exercício sexual.
Quando, por este motivo, ela impede ou inibi os contatos sexo-afetivos com outras pessoas.
Quando ela fica como substituição de uma vida sexual ativa.

José Roberto Paiva.
Publicado em 06/99